"Tomar somente sob prescrição médica..."
Há, certamente, um longa distância entre sentir-se diferente e sê-lo. Eu me sinto único, diferente, "especial", com todos os ônus e bônus. Mas até aí todos também o são, logo ser diferente me faz ser igual. Então por que ser igual a todos causa tanta estranheza? Será que sou eu quem tanto se engana ou sou eu quem tanto é honesto consigo mesmo?
A verdade é que a resposta não importa. Não muda o fato de que nenhum dos meus amigos compreende o porquê das minhas atitudes, por mais que me conheçam, por mais que eu tente explicar. E como eu não sou bem articulado, vim pra esse espaço tentar organizar as idéias e me fazer entender... para os outros e, principalmente, para mim.
Essa nova crise comportamental surgiu junto ao desfecho de mais um começo de envolvimento sentimental. Em conversa com amigo (posteriormente amigos), fui severamente criticado no que tange as minhas razões, e isso vem se alongando por mais de duas semanas e cada vez mais, após essas conversas sempre viscerais, saio delas mais convencido de minha unicabilidade... pois sou, além de um outro conhecido, a segunda pessoa que acredita ser possível um relacionamento onde sexo não seja peça fundamental.
Para entender a coisa... um mini-flashback. Era uma vez uma criança cuja possibilidade de ser autista foi cogitada pelos pais. Essa criança cresceu num ambiente permeado de cenas descartáveis de um relacionamento sem razão de ser, onde além de tudo o pai era ausente, a mãe dominadora, a educação repressiva e a homossexualidade já começava a preencher seus pensamentos. Sua adolescência foi estéril de relacionamentos devido a certeza de que a melhor solução era não ter uma vida sentimental do que ter que tomar uma decisão definitiva sobre qualquer coisa. Assim ela formou sua personalidade: esquiva, sem auto-estima, sem vaidade, condicionado a evitar a possibilidade de qualquer interesse externo e outras blindagens ainda a serem descobertas.
A verdade é que a resposta não importa. Não muda o fato de que nenhum dos meus amigos compreende o porquê das minhas atitudes, por mais que me conheçam, por mais que eu tente explicar. E como eu não sou bem articulado, vim pra esse espaço tentar organizar as idéias e me fazer entender... para os outros e, principalmente, para mim.
Essa nova crise comportamental surgiu junto ao desfecho de mais um começo de envolvimento sentimental. Em conversa com amigo (posteriormente amigos), fui severamente criticado no que tange as minhas razões, e isso vem se alongando por mais de duas semanas e cada vez mais, após essas conversas sempre viscerais, saio delas mais convencido de minha unicabilidade... pois sou, além de um outro conhecido, a segunda pessoa que acredita ser possível um relacionamento onde sexo não seja peça fundamental.
Para entender a coisa... um mini-flashback. Era uma vez uma criança cuja possibilidade de ser autista foi cogitada pelos pais. Essa criança cresceu num ambiente permeado de cenas descartáveis de um relacionamento sem razão de ser, onde além de tudo o pai era ausente, a mãe dominadora, a educação repressiva e a homossexualidade já começava a preencher seus pensamentos. Sua adolescência foi estéril de relacionamentos devido a certeza de que a melhor solução era não ter uma vida sentimental do que ter que tomar uma decisão definitiva sobre qualquer coisa. Assim ela formou sua personalidade: esquiva, sem auto-estima, sem vaidade, condicionado a evitar a possibilidade de qualquer interesse externo e outras blindagens ainda a serem descobertas.
Apesar da minha relação com o sexo ser da "não necessidade", sou tão capaz de sexo no primeiro encontro quanto de namoro sem transar. E não vejo problema algum nisso... Você vê?
