Eu tenho uma nostalgia congênita. Eu não sei do quê, não sei como e principalmente o porquê, mas há um constante sentimento de perda e saudade que me toma muitas vezes. Impossível não lembrar da letra de Índios, da Legião Urbana, que diz "...(n)essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi". É a perfeita síntese.
Há algum tempo fiz uma viagem para Friburgo, uma cidade ótima na região serrana do Rio. Não fiquei 24 horas no lugar, mas ainda assim foi uma ótima viagem. O importante pra mim foi perceber que, se houvesse uma oportunidade, eu largaria tudo para viver lá. Não importando as diferenças óbvias entre a megalópole que é o Rio e a pequena cidade que é Friburgo. Na verdade, essas diferenças seriam os fatores decisivos. Acho que minha alma é medieval, alternando entre a Idade Média e o Renascimento.
Eu fui apenas duas vezes a Friburgo. Passei um final de semana há uns anos e mais recentemente fiquei menos de 12 horas lá. Ainda assim eu sinto saudades do lugar. Na verdade sinto saudades de tudo que me faça querer "não estar aqui". Eu quero tudo aquilo que eu não tenho... não para ter ou por ter, mas porque eu não quero nunca me sentir completo ou chegar ao fim de nada. A graça está no caminho, não no destino. O destino é um beco sem saída que traz uma felicidade estéril e decadente. Estagna e apodrece. Ainda na adolescência, no auge das crises existenciais, me defini como alguém que só está feliz quando está triste... resta saber se isso foi uma constatação ou um objetivo a ser alcançado.
O momento da "revelação" veio ao retornar ao Rio (desta última viagem a Friburgo). Já era noite e eu estava sentado à janela, olhando o céu mais estrelado pela escuridão da estrada. Esse é o tipo de coisa que me faz um bem sem igual, da mesma forma como contemplar a chuva caindo. Me pego pensando em todos os "e se..." da minha vida. Não sei como expressar a sensação que tive. O mais próximo que posso imaginar é o sentimento amargo, mas agradável, vindo das músicas das melhores bandas depressivas do final dos anos 70, início dos 80. Por isso o título desta postagem.
Há algum tempo fiz uma viagem para Friburgo, uma cidade ótima na região serrana do Rio. Não fiquei 24 horas no lugar, mas ainda assim foi uma ótima viagem. O importante pra mim foi perceber que, se houvesse uma oportunidade, eu largaria tudo para viver lá. Não importando as diferenças óbvias entre a megalópole que é o Rio e a pequena cidade que é Friburgo. Na verdade, essas diferenças seriam os fatores decisivos. Acho que minha alma é medieval, alternando entre a Idade Média e o Renascimento.
Eu fui apenas duas vezes a Friburgo. Passei um final de semana há uns anos e mais recentemente fiquei menos de 12 horas lá. Ainda assim eu sinto saudades do lugar. Na verdade sinto saudades de tudo que me faça querer "não estar aqui". Eu quero tudo aquilo que eu não tenho... não para ter ou por ter, mas porque eu não quero nunca me sentir completo ou chegar ao fim de nada. A graça está no caminho, não no destino. O destino é um beco sem saída que traz uma felicidade estéril e decadente. Estagna e apodrece. Ainda na adolescência, no auge das crises existenciais, me defini como alguém que só está feliz quando está triste... resta saber se isso foi uma constatação ou um objetivo a ser alcançado.
O momento da "revelação" veio ao retornar ao Rio (desta última viagem a Friburgo). Já era noite e eu estava sentado à janela, olhando o céu mais estrelado pela escuridão da estrada. Esse é o tipo de coisa que me faz um bem sem igual, da mesma forma como contemplar a chuva caindo. Me pego pensando em todos os "e se..." da minha vida. Não sei como expressar a sensação que tive. O mais próximo que posso imaginar é o sentimento amargo, mas agradável, vindo das músicas das melhores bandas depressivas do final dos anos 70, início dos 80. Por isso o título desta postagem.